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Relatos UP 20é10 – capítulo…
by yet on Apr.29, 2010, under Universo Paralello, entretenimento, festa Matramba 10 anos
Embarque Matramba rumo ao 2010 no UP
O tempo passou… Tão rápido relógio.
Esse texto começa com essa constatação temporal. Eu realmente idealizei escrever esse texto logo em seguida ao termino do UP… Zilhão de coisas rolaram e já estamos em maio!!!
Enfim consegui transcrever acontecimentos, pelo menos parte deles; ou os mais vivos, sei lá, desta memória des’orientada por vórtices caóticos… Oh yeah!
Atendendo pedidos ou não, a seguir relatos fragmentados, uns relevantes outros nem tanto, porém inusitados a respeito da participação da Matramba, by me, no UP 2009 -2010.
Tentei ser breve, mas desisti… E então quis contar, em primeira pessoa mesmo, o que foi a trip de uns Matramba.
O olhar é único, totalmente contestável. Ah sim… E?… Só sei que em meio a “mucha lucha” saiu o texto.
A seguir uns pedaços de história. E nela propósitos além do compreensível usual.
Por Kátia F.
PS: Certos detalhes serão apenas interessantes aos que cabem. Boa leitura mesmo assim!
(continue reading…)
Estamos preparados. E vocês?
by admin on Dec.19, 2009, under Terrorismo Poetico, Universo Paralello, festa Matramba 10 anos

Há 10 anos, começava uma marca nova, com nome estranho e um conceito bem diferente. Parece até que eles sabiam que você ia querer carregar tudo o que precisa pra cima e pra baixo e ainda fazer isso com estilo. A tendência européia de usar cartucheiras virou febre por aqui. Virou muito mais que uma marca forte. A MATRAMBA virou uma referência, de estilo, conceito, aquela marca amiga que mais do que vender quer compartilhar com todos a sua visão das ruas, do underground, ou seja a visão de um mundo alternativo à essa chatice que tentam fazer a gente engolir.
Nos últimos 5 anos, montamos no final do ano a nossa estrutura de loja e cinema no Universo Paralello. E para comemorar os 10 anos tanto do UP quanto da Matramba foi criado um lugar especial bem no meio do seu caminho, como forma de agradecimento para os clientes e amigos.
Será o Espaço ¶. Informação, arte, música, sombra e muito mais que água fresca.
Veja o que teremos e o que faremos por lá:
>>> Tela Paralella – neste ano a Matramba produz junto com o Universo Paralello a Mostra de filmes. Essa união promete trazer muita qualidade através de documentários, filmes e animações num espaço único.
>>> Chaisho¶ - inserido no meio de um ambiente lúdico, nas mesinhas com jogos de tabuleiro, bóias e esteiras você poderá recarregar suas boas energias.
>>> ¶ Zine – Diariamente serão impressas várias cópias mimeografadas com dicas de atrações do Festival, textos, poesias e você também pode colaborar. Se você tem alguma boa idéia, fale com a editora no próprio Espaço ¶ e tenha sua arte ou texto mimeografada em uma das edições.
>>> Música e performances – o multi-artista Felipe Montanari (Provoc.ator) será o síndico da confusão organizada nas areias do Espaço ¶. Ele não deixará você entrar no espaço sem que notem sua presença. Música ao vivo, Djs, improvisos e muito mais.
>>> Chladni Plate – O Espaço ¶ reproduzirá a experiência de Ernst Chladni para mostrar como as vibrações e freqüências afetam a matéria, um prato que mostra o desenho de cada freqüência e vibração em 2D. Uma peça fantástica para todos que gostam de música.
Tudo isso ao lado do nosso Dome, próximo à Pista Principal e de frente para a praia.
Nos veremos lá !


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p.s. estaremos ausente do nosso blog e show-room, contatos e novos posts e fotos sobre o UP à partir do dia 11 de janeiro de 2010 !
SP-BA >> Uma viagem mágica !
by robson on Oct.30, 2009, under arte

Já na Bahia, quase Corumbau ainda Prado, encasquetei relatar. Hão de existir eles a chamar-me ingênuo por ainda confiar em minha parceira. Outros podem sentir certa decepção ou raiva, podendo xingá-la nomes. Alguns ainda direcionar-me-ão estes nefastos sentimentos, alegando-me irresponsável por expô-la a tais esforços. Pouco importa, conto mesmo assim:
Era domingo, véspera de feriado, saíamos com a cidade vazia, rumo Rio. Eu, com aquele sorriso nos lábios e na alma, como sempre me deixa a perspectiva da estrada. Ela, toda cheia. Um tanto de si, tão linda… Mas bem mais das minhas quinquilharias, máquinas e plantas, incluindo sua irmã mais nova, que nem nome tem ainda, mas já sabe andar em duas rodas enquanto não lhe crescem mais. Parecíamos um recém-casal. Fortes e Confiantes. Rodando veloz, pra lá dos 80 amiúde. Uma delícia… Avistamos inclusive uma parente de Gê. Saia verde, linda! Quase tomo uma espelhada por buziná-la. Perua ciumenta!
Foram quatro ótimos dias na dita maravilhosa. Ao menos para mim. Praia, samba, chopes, risadas, bolinho de bacalhau e o caralho. Gê ficou na garagem. Talvez esse tenha sido meu erro. Andei por carros diversos, táxis até… Uma verdadeira orgia sobre rodas.
Cedo saímos na sexta. Projeto dormir em Itaúnas. Íamos bem, o radio tocava Céu, quando beirando Vitória, tivemos nossa primeira derrota. Ao menos de natureza rodoviária. Gê nunca havia em nosso tempo se entregado a estrada alguma. Uma barulheira pra lá de bizarra. O acelerador, tão fogoso até então, tornara-se o clitóris de uma frigida. Parei, me sabendo fodido… Gertrudes, ciumenta o quanto for, nada tem de fiel. E, talvez dando troco à minha farra carioca, ou por simples luxúria, percebi que minha perua clamava por carinhos experientes. Carícias do tipo que só um mecânico de outras terras pode proporcionar. Aqui dentro da cachola, eu só fazia me perguntar: Por quanto tempo esse canalha esbaldar-se-ia nas intimidades da minha Gertrudes. E, também, quanto de minhas parcas economias isso haveria de me custar!
Com muito esforço nos arrastamos ruidosamente até um mecânico nas cercanias. O rapaz abriu os ouvidos, bati a chave, ele abriu então os olhos. Mau sinal… Pelo infame grunhido que vinha das entranhas de minha querida kombi, o rapaz nos disse não ser a pessoa indicada para nos ajudar, em ambos os domínios necessários. Primwiro no da reconstrução do âmago do paciente (também conhecido como “retífica de motores”). E, após pigarrear, segundo, o da geriatria móvel. Entreolhamo-nos deveras constrangidos com a falta de tato de nosso interlocutor, mas relevamos em breve. Pois o jovem parecia conhecer intimamente “o homem” para tal situação. Muito nos surpreendeu que seu próximo feito fosse gritar Fabrício. Do milhão e meio de possíveis metros quebráveis a rodar nesta jornada, havíamos parado a cerca de 300 do cara!
Atravessa a rua então um rapagão bem apessoado. Forte, com a barba por fazer e todo sujo de graxa. Tive aqui meu momento de despeito. Parecia saber do que falava. Muitos de meus cruzeiros estavam irrevogavelmente prestes e lhe seguir. Mas eu me preocupava mais ainda com o tempo. Estávamos em Escaricica, grande Vitória. Cidade singela e pacata, com o pequeno inconveniente de apresentar o maior número de homicídios por habitante de nosso país. Eram quinze horas de uma sexta feira. Em ocasião anterior, estes mesmos serviços nos tomaram, a mim e a meu irmão Francisco dos Azevedos, pouco mais de três semanas. Quando o rapaz me diz então ser adventista, e portanto não poderia trabalhar no dia seguinte, por este ser o do Senhor. Faltou-me o ar…
Recuperando-me, perguntei desanimado sobre acomodações de preços módicos e bons tratos. Coçou a cabeça e disse o óbvio. Morava ali, porque conheceria hotéis? Mas a pergunta pareceu colocar-lhe em meu lugar. Coçou outras partes, e disse decido: Vamos tentar fazer pra hoje! Hoje??? Como??? Caralho!!! Isso é possível?!! Foi. Não vou me demorar com detalhes torníferos ou de cabeçotes economizados. Só digo que alguém gostou quando nosso novo amigo e mais dois jovens puseram-se em simultâneo a trabalhar habilmente suas peças. Muitos pensam que a mecânica de motores tenha algo de científico. Garanto que não. Feitiçaria pura. Com seus rituais e oferendas. Perguntar por que um motor quebrou, é como perguntar o porquê dela ter ido. Sempre se pode apontar alguns possíveis motivos. Mas a causa certa, jamais. Seis horas depois e o resgate pago, estávamos livres. Cruzamos uma Vitória noturna com um gosto diferente de todas as anteriores. Até achei bonito. Uma hora mais tarde, dormíamos tranqüilos no Hotel Califórnia.
Cedo na estrada, todo barulho era um sobressalto. Depois aos poucos, veio certa tranqüilidade. Até furar o pneu e eu me lembrar de não haver providenciado um calço, necessário ao uso de um novo macaco recém-adquirido. Nosso primata biônico anterior havia falecido. Fiz uma oração à Padim Macgayver Ciço e me veio a visão do calço, na forma de estraçalhos de pneu de caminhão. Dois litros de suor e alguns quilômetros mais tarde, procurávamos um borracheiro, sem saber que encontraríamos outro feiticeiro. Ele, o borracha como seus amigos chamavam, também conhecia seu ofício. A câmara de ar que eu precisava ele não tinha não, e nem ninguém teria… Tentamos então encher o pneu sem câmara. Não dava, tinha folga. Ele então tentou por fogo em álcool dentro do pneu. Seguido à explosão e labaredas esvoaçantes, ligou o compressor. Nada. Pôs então jornal molhado entre a borda e a roda. Encheu. Depois esvaziou, mas me bastou para chegar ao destino. Grande mago!
Ao parar em um posto, notei que a partida demorava estranhamente. Mas me interrompe o momento de incerteza um senhor que pedia carona pequena. Não sei bem se pelos acontecidos, por muita carga ou vontade esparsa, meu instinto hippie não estava a mil nesta viagem. Mas concordei. Acenei com a cabeça diversas vezes para responder palavras absolutamente incompreensíveis. Chegamos. Desce o tiozinho e diz: Obrigado seu menino! Deus lhe encomparse! Nunca havia pensado em Deus como possível comparsa… Mas me foi agradável e divertido. Logicamente, algumas partidas mais tarde, a resposta elétrica estava cada vez mais longe. Era boa a feitiçaria da retífica Líder. Mas não era perfeita. Esta questão porém, foi facilmente resolvida pelo terceiro e último dos autoxamãs que encontramos, o mago elétrico gentil. Por precaução dormi em Prado, sem muita vontade de pegar duas horas de terra durante a noite. Umas poucas cervejinhas animaram-me a ponta da pena e vaselinaram-me o verbo.
Hoje já me encontro em Corumbau. Chove e me vejo em meio a receitas culinárias, novas pessoas e lindas praias. Grande mora em mim o respeito pelos herméticos esotéricos automobilísticos. Maior ainda pelos anjos e gentes queridas cujos desejos me protegem e empurram adiante. Obrigado a todos, e viva o invisível!!!
Texto: Erich Zelazowski


