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Dez anos de Matramba….
by Marcelo_Fernandes_coelho on Dec.19, 2009, under geral
Seria impossível deixar passar em branco um acontecimento desses.
Mas eu não vou falar muito da Matramba não, mas sim da estrtutura que existe por trás dela e com certeza não seria capaz de mostrar a todos como chegamos até aqui.
Gostaria de lembrar que esta não é a primeira vez que que passamos um ano novo juntos. Há pouco menos de dez anos, o cara que inovou com a Matramba, fez o primeiro evento inédito envolvendo música eletrônica. Quem se lembra?
Essa é uma história de constante busca por algo inovador, óbviamente que buscava-se um futuro promissor comercialmente, mas além disso procurávamos uma celebração, um tributo ao nosso impacto positivo na sociedade, algo que nos lembrasse a todo momento o quão importante são nosso momentos felizes.
Nesses anos aprendemos como são grandiosos nossos momentos de dificuldade, que existem para nos fortalecer e nos tornar algo realmente importante. Cada pessoa que está lendo esse blog fez da Matramba o que ela é hoje…
Essa virada vai ser especial, não só pela efetivação da grandiosidade da marca, mas principalmente porque boa parte do grupo de pessoas que passou o ano novo de 00-01 em uma escuna psicodélica no Litoral Paulista, vai se reunir novamente para celebrar nossa amizade, nosso respeito e admiração pelo êxito que experimentamos todos esses anos.
Não vejo a hora…
Wando: Eu Fui!
by Marcelo_Fernandes_coelho on Jun.23, 2009, under lançamentos
Com certeza você deve estar se perguntado: o que o relato de um show do Wando está fazendo no blog da Matramba?
Ainda mais se você descobrir que o cara que está relatando o acontecimento realizado em Queluz, interior de SP, gosta de rock pesado e música eletrônica.
Realmente deve ser difícil acreditar que um cara que foi na Ypi Poti, no Tiesto, Paul Oakenfold (com e sem Madonna), U2, Ramones, Helloween, Suicidal Tendencies, Ratos de Porão e tantos outros, tenha ido espontâneamente a um show do Wando.
Pois é fui e não me arrependi. Mas o que isso tem com a Matramba? Pois é, quando o cara entrou, veio com ele sua estrutura, um guitarrista e um aparelho que compunha toda a base: baixo, bateria, percurssão, metais. O guitarrista solava em cima e Wando cantava.
Incrível ver calcinhas de todos os tamanhos sendo arremessadas no palco e senhoras e senhores acima de 70 anos cantando: Hoje eu vou pegar você, já com a conotação prévia das sugestões do protagonista: “Só aqueles que vão fazer gostoso depois do show!”
Tiverem várias frases fantásticas como: “Essa é para a mulher que cruza as pernas na hora certa e abre na hora exata.”
Sou cara que gosta de coisas desse tipo. Quanto mais improvável a situação, maior a certeza da minha participação. Porque? O ato criativo desenvolve-se a partir de dois componentes básicos: Informação e a capacidade de misturar diversas fontes de um repertório em algo novo.
Como a Matramba reinventou o conceito das pochetes, que alipas, dominavam o show do Wando. No cenário pude perceber o que uma cidade do interior veste, qual a linguagem, como é a comunicação, produtos, cartazes, ou seja, todo o ambiente, toda uma informação que poderia ser usada posteriormente.
Isso é a chamada referência, fator imprescindível para qualquer mercado criativo. Agora tenho em minha cabeça mais fontes para criar coisas novas e funcionais.
Lógico que não precisa ver isso em um show do Wando, mas fica aqui uma dica: quando aparecer algo que provavelmente você não se interessaria, faça um esforço, convide um amigo, pegue sua carteirinha da FUNAI, sua Matramba e vá. No mínimo você vai se divertir e com certeza estimular sua criatividade.

